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Leis e afins

Leis e afins

26
Abr17

A verdade da mentira

Daniela Fradinho Ribeiro

Quando recorremos a um advogado ou a um médico, por exemplo, sabemos de antemão que vamos ter de contar tudo, mas mesmo tudo. Ao médico temos de informar que fumamos, bebemos uns litros de vinho por dia, que comemos pastéis de manhã, à tarde e à noite. Ao Advogado escondemos que afinal roubamos, porque se ele não souber a verdade, vai defender-nos melhor porque estamos perante uma verdadeira injustiça!! E como ele não gosta de injustiças vai trabalhar arduamente para que seja feita justiça, digo, descobrir, o que designamos de verdade material. O problema é que a verdade, essa marota, é descoberta rápido demais, em alguns casos. E chegamos a um julgamento cheios de convicção que vamos garantir justiça ao nosso cliente, coitadinho, que estava no local errado à hora errada...e catrapumba....lá vem a verdade esbarrar em nós...e toda uma defesa, horas de estudo e de preparação vão cano abaixo, que é como quem diz, ficamos sem pio. Claro que roubou! Dahhh! 

Pior, nem para nós olham com vergonha de nos ter mentido. 

E a minha vontade é dizer: Eu não sou sua mãe! Não ralho nem o ponho de castigo. O meu trabalho é garantir que tenha um julgamento justo e que a justiça seja feita, defendendo os interesses do cliente o melhor possível. Mas isto só é possível dizendo quando, como e onde, que é como quem diz, quantos copos, doces ou cigarros.

Malvados!

 

 

24
Abr17

Sonhos, gastos e invejosos

Daniela Fradinho Ribeiro

Saber o que é melhor para nós, para os nossos, não é tarefa fácil.

Fazer escolhas, por mais simples que sejam, é, na maioria das vezes, tarefa quase de vida ou morte! (sabe Deus o que custou escolher a escola da minha filha aos 6 anos! Fui a cerca de 8 escolas diferentes. Li regulamentos internos, projetos educativos, menus, falei com diretores, com auxiliares, com professores, ... Imaginem quando, e se chegar, a Universidade!! ) Ora, mas há quem nunca o tenha feito e se sinta realizado.

Porque será que o melhor para os outros não é o melhor para nós?

É tão linear quanto isto: somos diferentes, temos ambições diferentes, temos histórias diferentes, temos sonhos diferentes, temos vidas diferentes.

Escolher um carro, uma escola para os nossos filhos ou simplesmente um par de calças, evidencia toda uma panóplia de diferenças.

Ora, há quem ande com carros cujo preço é igual a uma casa, há quem compre carteiras pelo valor de salários inteiros, há quem gaste numas férias o que outros não poupam a vida toda, há quem gaste em colégios o mesmo que outros gastam numa viagem a Bora Bora. Sooooo what? 

Acrescento eu, quem somos nós para julgar a carteira, digo, as decisões dos outros? Que me lembre nunca nenhuma alma ousou pedir-me emprestado para comprar uma Vitton! 

É verdade que temos o triste hábito de criticar o que aquele gasta naquilo, e outro noutra coisa. 

Mas alguém já se perguntou porquê? 

Porque achamos que o que queremos, sonhamos, gastamos, é o correto. 

Eu prefiro ter uma boa casa a um bom carro. Eu prefiro apostar na educação dos meus filhos, em actividades e vivencias únicas, a ir de férias.

Mas não sou absolutamente ninguém para criticar as opções dos outros. O que para mim é a melhor escola do mundo, para os outros é o oposto. O que para mim é um carro horrivel, para outro é o verdadeiro sonho. 

O que sei é que os sonhos que tinha de criança, já os concretizei, mas outros há que vão surgindo. E aqui vamos nós trabalhando para um dia termos a possibilidade de optar por concretiza-los ou não. O melhor de tudo, é nunca deixar de sonhar, lutar e acreditar. Sonhem, trabalhem, poupem ou gastem, mas sejam felizes com as vossas escolhas.

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