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Leis e afins

Leis e afins

17
Jan17

"Amor é metade daquilo por que vale a pena viver. E a outra metade é ser amado." Pedro Chagas Freitas

Daniela Fradinho Ribeiro

 

"Amor é metade daquilo por que vale a pena viver. E a outra metade é ser amado." Pedro Chagas Freitas

 

 

Hoje o dia fica marcado por uma decisão. Aceitar ou não um mau acordo. Quando falamos de acordos significa que, à partida, duas partes com posições e interesses opostos, muitas vezes antagónicos, aceitam negociar. Na realidade nem tudo se perde, nem tudo se ganha. Na maioria dos casos, poupa-se transtornos emocionais numa deslocação ao Tribunal, tempo e sendo o acordo uma tentativa de resolução amigável, as pretensões das partes, embora minimizadas, são, em regra, acatadas. "Mais vale um passaro na mão do que dois a voar". É mais ou menos isto. Nós advogados, em regra, estamos sempre disponiveis a um acordo. Se possível, que seja bom para a parte que representamos. Hoje foi diferente. 

Muito resumidamente, ou aceito um mau acordo, ou o meu cliente nunca saberá se ganhamos ou não em Tribunal. Diagnóstico: Cancro em fase terminal. 

Não, não temos pedras no coração. E este bate a mil à hora.

O mau acordo assegura a sobrevivência de uma familia ou, aguardando pelo término do processo, ficam em risco de grandes dificuldades financeiras quando acontecer o pior. Está para breve. Aceitamos.

 

Vi-o feliz, a saber exatamente quanto irá receber. Vi-a feliz, por finalmente ter dinheiro para pagar o funeral. 

 

Desculpem, mas hoje a única profissão que quero exercer é a de mãe. 

 

 

 

 

 

 

 

17
Jan17

Sobre mim

Daniela Fradinho Ribeiro

 

 

Acordo às 7.15. A primeira coisa que faço é tomar um café, sozinha, num sofá que tenho no jardim. É o meu momento. Vejo o dia nascer. O silêncio é tão bom! Ganho forças e aqui vou eu para um novo dia.  Faço um leitinho ao Tomás e vou acordá-lo. Enquanto bebe, acordo a Matilde (minha Mimi), ligo-lhe a música no quarto e abro a janela para deixar entrar o sol. Enquanto estão a acordar, arranjo-me. Vou prepará-los e levo-os para a cozinha para tomarem o pequeno almoço. As 8.15 saimos de casa. Gosto de rotinas. Gosto de ser mãe, esposa, dona de casa. Gosto de andar de um lado para o outro para levar os meus filhos às actividades ou aos aniversários dos amigos. Gosto de controlar tudo: o que faço, quando faço e como faço. Na realidade nunca gostei de depender. Sou eu que levo o carro à oficina. Sou eu que vou às compras. Sou eu que faço os pagamentos. Basicamente  tento fazer tudo. Escolhi ser assim. Tenho dias em que não aguento o cansaço, mas tenho outros, e felizmente são a maioria, em que me sinto uma super mulher. Sou sim. Feliz, independente e desenrascada. Tenho uma vida estável. Isso permite-me ter forças para aguentar problemas que, por força do trabalho, passam a ser meus. Detesto gritos, detesto falsidade e hipócrisia, detesto egoísmo. Abomino a arrogância e a prepotência. Não gosto de ser controlada. Não gosto de confrontos, o que me leva a ignorar por completo qualquer comentário menos favorável ou invenções. Acredito que a vida dá as devidas lições e que se deve reter e aprender com os erros. A inveja é daquelas coisas que nem me aquece nem me arrefece. Simplesmente estou-me nas tintas. Basicamente estou de bem comigo e com a vida. As pessoas que mais influência têm em mim são os meus pais e irmã. Somos uma força da natureza. Sou feliz, com o que sou e com o que tenho, basicamente o resumo do meu ser.

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