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Leis e afins

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19
Jan17

Filhos sem pais

Daniela Fradinho Ribeiro

Qualquer um de nós, certamente, já teve oportunidade de conhecer crianças que, por força do destino, perderam os pais. Explicar que nunca mais poderá brincar com o pai ou ter o colo da mãe, deve ser dos esforços mais difíceis de suportar. A primeira vez que tive um dos meus filhos a contar-me uma fatalidade dessas, fiquei sem chão. Chorou da escola a casa. E no meio das lágrimas e soluços, mendigou-me que fosse ao trabalho do pai para o ver. O momento em que vi o abraço dos dois, percebi que tinha descoberto essa possibilidade. A probabilidade de um dia não nos ver pela manhã ou não ter o nosso beijo à noite. Foi duro. Durante dias pensou e falou no assunto. Dormiu connosco uma semana. Tive a certeza que tinha descoberto o que era morrer. Mas, principalmente, percebi o seu medo, e o amor infinito que os filhos têm pelos pais. Tive orgulho nas suas sensibilidade e maturidade. E um dia pergunta-me. "Mãe como fazem os meninos no dia do pai ou da mãe que não têm pai ou mãe?". Passaram-me mil respostas pela cabeça mas nenhuma me deixou tranquila. E a propósito, um dia destes, discutia-se a possibilidade de não se celebrar o dia do pai ou o dia da mãe nas escolas por respeito às crianças que são órfãs ou que simplesmente desconhecem um dos progenitores. Que me dizem? Devemos pensar no sofrimento que causamos a estes meninos? Ou devemos pensar em todos os outros que, não tendo culpa, devem festejar a união e o amor com os pais? Quero ouvir as vossas opiniões e testemunhos.

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